Reajuste não encerra a LUTA pela MÉDIA NACIONAL da Perícia Oficial capixaba

Na segunda-feira, 27 de outubro, os peritos oficiais do Espírito Santo se reuniram em Assembleia Geral para discutir a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo estadual. Logo no início da reunião, ficou claro que a categoria não estava disposta a abrir mão da luta pela equiparação à média salarial nacional — uma reivindicação histórica e inegociável diante da realidade de receberem o pior salário do país.
Retroativo e Promoções: pressão sobre o governo
Durante a Assembleia, o Sindiperitos trouxe à tona uma sinalização do governo: os 10% de reajuste poderiam ser retroativos a janeiro de 2025. Diante dessa possibilidade, a categoria deliberou por encaminhar um ofício ao Executivo, deixando claro que essa proposta deve vir acompanhada de garantias concretas porque é um governo que não cumpre a palavra.
O ofício aprovado inclui:
– Solicitação formal de que o reajuste seja retroativo a janeiro de 2025
– Inclusão das promoções verticais e horizontais.
– Declaração enfática de que a categoria não abre mão da equiparação à média nacional
Mutirões: recusa ao uso eleitoreiro da máquina pública
A Assembleia também deliberou que os peritos não participarão dos mutirões, abrindo mão do ISEO (hora extra), que embora seja uma remuneração importante, não se sobrepõe à luta por valorização estrutural. A categoria denunciou que os mutirões têm sido utilizados como instrumento eleitoreiro pelo governo Renato Casagrande, que se vale da estrutura pública para gerar capital político, enquanto a população enfrenta filas intermináveis pela emissão da carteira de identidade — um serviço que deveria ser garantido por uma carreira valorizada e estruturada.
O governo, inclusive, tem ameaçado a categoria, pressionando para que os peritos realizem os mutirões a qualquer custo. Isso configura uma grave distorção: para outras categorias do serviço público, o governador não condiciona nem ameaça servidores em troca de reajustes ou ações específicas. Os aumentos são concedidos sem chantagem institucional. Já com os peritos, além de manter o Espírito Santo com o pior salário do país, o governo tenta usá-los como ferramenta de campanha, ignorando a dignidade da função e a urgência de corrigir distorções históricas.
Reajuste é paliativo, a LUTA continua
A categoria foi categórica: essa proposta, nos termos do ofício, é uma medida paliativa para o momento. Não representa avanço estrutural, tampouco encerra a mobilização. Os peritos oficiais do Espírito Santo seguem firmes na exigência de valorização real, com salários compatíveis com a responsabilidade técnica e jurídica que exercem.
O governo agora está diante de um posicionamento claro e combativo: ou reconhece a urgência da valorização da categoria ou continuará sendo responsável por manter o Espírito Santo na vergonhosa posição de pior remuneração do país.



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